Um livro que honra a história do paraibano Chatô, vemos um homem vibrante, empreendedor, corajoso, e de distinta inteligência. Que tinha o toque de midas.
Difícil acreditar o que foi capaz um homem de estatura baixa, que não conseguia nem pronunciar uma palavra sem gaguejar e só foi alfabetizado já adolescente. Conseguiu interpretar sozinho obras em alemão, inglês e outras línguas. Logo jovem se transformou no homem de casa com o falecimento repentino do seu pai, precisou trabalhar e começou no ofício que o tornaria o Rei do Brasil, com belíssimos artigos em uma época de difícil comunicação publicou artigos em jornais pernambucanos e cariocas (capital da República naquela época). Após formado, e a necessidade de custeio de sua família apareceu a oportunidade de ser catedrático da faculdade de direito, com notável capacidade intelectual foi aprovado, e neste momento mostrou toda a sua capacidade de combater adversários, sua maior característica durante toda a sua vida, junto com a sua força em trucida-los sem dor. Conseguiu sua vaga como professor, mas por todo o seu destaque acabou ficando de vez na capital da República. Advogado, distinta capacidade, notabilizou-se por defessas homéricas no STF, das quais nunca cobrou, mas que garantiu bons relacionamentos para seus futuros projetos. Seu coração sempre funcionou para as letras, para a comunicação, artes e mulheres. Contribuiu para o desenvolvimento da aviação nacional, com grandes campanhas nacionais. Foi ferrenho defensor da república e combatente contra implantação do comunismo no Brasil. Criou um conglomerado respeitado mundialmente. Trouxe para o Brasil a TV, foi responsável por sua popularização.
Passou por momentos de quase morte, salvo pela sorte ante uma queda de um avião.
Viu-se abatido por problemas de saúde que o paralizaram no final de sua vida, não se entregou e mesmo assim continuou a trabalhar até a sua morte.
MORAIS, Fernando. Chatô: o rei do Brasil. Editora Companhia das Letras, 2016.